O impacto do etarismo na sociedade contemporânea.
Dia 31 de maio, em nosso auditório, o grupo de Psicogeriatria da Fundação Universitária Mário Martins debateu sobre 🎬 “A Substância” (2024), um filme que faz uma crítica à obsessão pela juventude e perfeição estética. Até porque o Brasil experimenta um rápido crescimento da população com mais de 60 anos, acompanhando uma tendência mundial. Segundo projeções da ONU de 2019, o grupo dos longevos é o segmento populacional com maior crescimento em todo o mundo.
Na obra cinematográfica, a protagonista se recusa a envelhecer e fica presa a uma imagem idealizada que a afasta de si mesma. Uma questão potente sobre etarismo e o luto silencioso pela juventude perdida, o que leva a uma destruição silenciosa do próprio aparelho psíquico.
Discutimos sobre essa questão importante – a insistência da personagem em reviver um estado anterior de perfeição e amor próprio ilusório, mesmo diante dos sinais de fracasso.
Há uma dinâmica entre a pulsão de vida — que busca transformação e adaptação — e a pulsão de morte — que tenta fixar o sujeito em um estado de rigidez e imobilidade. É preciso pensar e mergulhar no que é envelhecer para que tenhamos saúde mental diante dessa transformação inevitável do tempo.




