O Carnaval Pode Não Ser Uma Festa Para Quem é Dependente Químico
Na tradição, o Carnaval é uma celebração a liberdade mas, também, ao consumo excessivo de álcool. Para muitas pessoas, a bebida aparece como parte central da festa. No entanto, principalmente para dependentes químicos que estão em processo de recuperação, esse período se torna temeroso. Ele se transforma em um momento desafiador, cheio de gatilhos emocionais, pressão social e fácil acesso ao álcool em praticamente todos os espaços.
O excesso de álcool no Carnaval pode enfraquecer estratégias de autocontrole construídas ao longo de meses ou anos de tratamento. Para o dependente químico, não se trata de falta de força de vontade, mas de uma condição clínica marcada por alterações neurobiológicas que comprometem o controle do impulso diante de um copo cheio.
Outro ponto crítico é a pressão social dos amigos, familiares e até desconhecidos que insistem para que a pessoa beba somente uma dose ou “aproveite a festa como todo mundo”. Esse tipo de incentivo, ainda que não intencional, desconsidera a gravidade da dependência química e reforça o estigma de que a abstinência é exagero.
Leia o artigo na íntegra no site da Fundação Mário Martins e conte conosco para passar o Carnaval tranquilo, com todo o cuidado mental merecido.

