Fundação Universitária Mario Martins | Centro de Estudos Psiquiátricos Mario Martins | A importante presença da rede de apoio no processo terapêutico
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Na psicanálise, o tratamento se dá essencialmente na relação entre o analista e o paciente, em um espaço de escuta. No entanto, não se pode desconsiderar a influência do entorno do paciente — especialmente da família e dos amigos — no seu processo de elaboração.

A história do paciente é construída a partir de laços. A família, como lugar primeiro da sua constituição, participa da formação do inconsciente. Ao longo do tratamento, as questões aparecem não apenas nos relatos, mas também como presença viva que pode apoiar o percurso analítico. Amigos, companheiros e demais vínculos sociais também atuam como espelhos e interlocutores.

A rede de apoio presente e que respeita o espaço do tratamento pode ser decisivo para que o processo avance. Em casos de sofrimento intenso, como quadros depressivos, ou lutos, a presença afetiva de familiares ou amigos pode representar uma rede de sustentação muito importante.

A escuta analítica é individual e confidencial, mas o entorno do paciente tem um papel indireto, mas essencial. Ele pode ser a base de sustentação necessária para que o processo analítico se enriqueça e se aprofunde. Como já nos ensinou Freud: o sujeito não se constitui sozinho, ele emerge sempre em relação ao outro.



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