Fundação Universitária Mario Martins | Centro de Estudos Psiquiátricos Mario Martins | Ansiedade na Infância e Adolescência: Um sinal que não podemos ignorar
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A ansiedade já deixou de ser um tema restrito ao universo adulto e passou a integrar o cotidiano de crianças e adolescentes. O que antes era raro ou até improvável nessa fase da vida, hoje é reconhecido como um fenômeno preocupante, refletindo mudanças sociais, tecnológicas e emocionais nas novas gerações.

A infância e a adolescência, associadas à leveza e à descoberta, têm sido atravessadas por maiores exigências. Atualmente, as crianças são inseridas em rotinas intensas de atividades extracurriculares, cobrança por desempenho escolar, além de uma exposição constante nas redes sociais. Em muitos casos, a espontaneidade do brincar é substituída pelo desempenho.

Na adolescência, esse quadro ganha uma maior projeção. O corpo em transformação, a busca por pertencimento, a construção da identidade e o medo de fracassar se somam à hiperconectividade e ao excesso de informação. As redes sociais que, infelizmente, ocupam papel central na vida dos jovens, funcionam como locais de comparação, alimentando inseguranças e sentimentos de inadequação.

A ansiedade se manifesta de diferentes formas nas crianças e adolescentes. Entre os sintomas mais comuns estão: irritabilidade, dificuldade de concentração, alterações no sono, dores de cabeça e estômago, choro frequente, isolamento social, medo excessivo e até crises de pânico. Em muitos casos, esses sinais são confundidos com “rebeldia”, o que atrasa o reconhecimento do problema e o início de um cuidado adequado.

Se não tratada, a ansiedade pode comprometer seriamente o desenvolvimento emocional e social. Baixo rendimento escolar, dificuldades de relacionamento, autoestima fragilizada e até quadros depressivos podem surgir a partir dessa sobrecarga psíquica.

Enfrentar a ansiedade na infância e adolescência requer, antes de tudo, uma atenção e acolhida adulta. Pais, professores e profissionais da saúde mental devem estar sensibilizados para identificar sinais, oferecendo espaços seguros de escuta para ouvir estes sentimentos sem julgamentos.

A ansiedade entre crianças e adolescentes é uma questão social que exige uma reflexão coletiva sobre os modelos de vida que o mundo está oferecendo (ou até impondo) às novas gerações. É preciso desacelerar, promover mais vínculos reais, estimular o brincar, priorizar o afeto. Em um mundo cada vez mais acelerado e exigente, cultivar o bem-estar emocional das crianças e adolescentes é, talvez, o maior ato de cuidado com o futuro.

E para ajudar crianças e adolescentes, a psicoterapia é um importante recurso. Com ela,  jovens compreendem suas emoções e podem desenvolver estratégias para o fortalecimento de sua autoestima. A Fundação Universitária Mário Martins está de portas abertas, através de seus profissionais especializados que estão sempre se atualizando nas questões que novos tempos trazem para a realidade de muitas famílias.



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